quinta-feira, 9 de abril de 2009

Queda na audiência: é preciso ampliar o debate

A Globo, já de algum tempo, não vive um bom momento na faixa das seis da tarde. As produções deste horário, consecutivamente, têm tropeçado no Ibope, fenômeno que também atinge "Malhação" e as novelas das sete. Mas é preciso separar as coisas. Esta não é uma queda provocada pela baixa qualidade dos trabalhos apresentados.

Ninguém pode, por exemplo, discutir os méritos de "Paraíso", do Benedito Ruy Barbosa. Foi muito bem no passado e possui todas as condições de repetir este sucesso, porque a história é exatamente a mesma e o elenco de agora reúne artistas da maior qualidade, casos de Reginaldo Faria, Cássia Kiss, Mauro Mendonça, Carlos Vereza e outros tantos. Não há como não dar certo. As primeiras gravações movimentaram centenas de profissionais e os cuidados com a produção são tantos, que até um tipo especial de lama é transportado para uma locação, para oferecer maior veracidades às cenas.

Por que toda essa "engenharia" não reflete no Ibope? Hoje, constata-se, há migração do público para outras mídias, como Internet e TV a cabo. Isto é o que deve ser analisado com atenção. Continuar com a discussão do que é exibido, isoladamente, nesta faixa de horário já ficou demonstrado que não vai adiantar nada. É necessário ampliar o debate e se curvar a uma nova realidade.

Globo com a palavra

Coube a Octavio Florisbal, diretor geral, anunciar as principais novidades da Rede Globo para os próximos tempos, em um evento realizado ontem em São Paulo. Por partes:

Segundo Florisbal, o atual contrato de exibição do "Big Brother" vai até 2012, e com prioridade para renovação por mais 4 anos. As negociações com a parceira Endemol ainda não começaram.

Também para esta coluna, ressaltou que o jornalista e âncora do "BBB", Pedro Bial, se tornou uma peça indispensável para o sucesso do reality show. Insubstituível. E completou: "queremos que ele continue por muitos e muitos anos".
FlávioRico

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