sábado, 4 de abril de 2009

Ao invés de solidarizar-se, FAINOR ataca o Professor Eduardo

Foi tarde, muito tarde a resposta da FAINOR ante ao ocorrido no último dia 28 de março. A Instituição deveria ser a primeira, ou no minímo, uma das primeiras a prestar apoio ao Professor Eduardo Viana e aos alunos que foram agredidos de maneira verbal, além é claro, do próprio curso de Direito.

Após uma semana do ocorrido, a FAINOR divulga uma nota, "apoiando a luta contra a violência", mas ao memso tempo acusa o Professor de Omisso. Além do mais, qurem que as pessoas entendam que a instituição não precisava apoiar, de maneira direta, a luta constante e progressiva da busca de perseguir o Direito.

A Instituição deveria sim, imediatamente após o ocorrido lançar mão de uma NOTA PÚBLICA rechaçando os atos negativos que ocorreu no dia do evento e mais, apoioar no que fosse necessário para que tudo fosse esclarecido. Mas não, calou-se até ser citada também em Nota Pública pelo Professor.

É uma pena que mais uma vez, interesses mesquinhos queiram ser mantidos pela FAINOR.

LEI A NOTA POSTADA NO SITE TRIBUNA DA CONQUISTA

Um comentário:

Sebastião Martins Lopes disse...

Sou professor da FAINOR, inclusive Coordenador do Curso de Direito (noturno) e também profissional do Direito.

Desde o primeiro momento que tomei conhecimento, através de comentários dos alunos e da imprensa local, a respeito da prisão ilegal e dos constrangimentos porque passaram o colega Eduardo Viana, manifestei o meu apoio e solidariedade ao referido professor. Eu e os demais colegas da FAINOR, em razão dos comentários que ouvimos, manifestamos o nosso repúdio à ação dos policiais envolvidos no caso da prisão.

Por outro lado, quero registrar também o meu REPÚDIO a muitos trechos da CARTA ABERTA que o colega enviou para os alunos e professores da FAINOR, apesar de ter citado o meu nome como sendo um dos professores que defendeu a sua causa na instituição.

Na carta consta efetivamente algumas informações inverídicas no que se refere à omissão da FAINOR, porque eu sou testemunha de que o Diretor Geral agendou reuniões para a manhã do dia 30/3 (onde o colega justificou que não podia comparecer, vez que estava muito ocupado na produção das peças de representação contra os policiais), bem como reunião para a manhã do dia 31/3 (sendo que o colega sem motivo justificado não compareceu). Sou testemunha de que ouvi o Diretor dizer que o objetivo dessa reunião era "empenhar e hipotecar o mais irrestrito apoio ao professor Eduardo".

Em reunião realizada no dia 03/04 (às 17 horas), na Fainor, inclusive contando com a inestimável presença do Advogado Fábio Macedo (Presidente da OAB), que ali compareceu a convite da Direção Geral, onde se contavam mais de 20 professores, além da Direção, de funcionários e da representação estudantil (CAMAM), TODOS DISSERAM, SEM EXCEÇÃO, que continuavam apoiando a causa de Eduardo contra a violência dos policiais, mas que REPUDIAVAM os termos da sua Carta Aberta, uma vez que a mesma, de forma grosseira, infeliz e precipitada agredia a instituição e todos os seus componentes.

Releia apenas este trecho da carta: "Não tenho coragem, com o perdão da força cogente da expressão, de transitar por corredores gélidos e cínicos" da Fainor, dentre várias outras expressões agressivas, injustas e inveridicas. Isso ofendeu a todos nós da Fainor, porque, como dito na NOTA DE ESCLARECIMENTO, por aqueles corredores, com certeza, a grande maioria dos que transitam são pessoas sérias, de caráter e honestas. Os transeuntes daqueles corredores ("gélidos e cínicos") são alunos, pais de de família, profissionais liberais, comerciantes, advogados, magistrados, promotores, defensores, economistas, médicos, engenheiros, profissionais de administração, saúde, policiais sérios e competentes (que merecem toda a nossa admiração.

Portanto, a carta do professor Eduardo foi infeliz e inoportuna e gerou uma antipatia em praticamente todos aqueles que formam a comunidade FAINOR.

Atenciosamente.

Prof. Sebastião Martins Lopes