domingo, 3 de janeiro de 2010

Indústria fonográfica sangra

A Folha divulgou uma matéria em que gravadoras comemoram a venda de 50, 100 mil cópias de CDs e DVDs vendidos durante o ano. Mas há uma década o sucesso era vender um milhão de cópias País afora.

A pirataria nos anos 2000, principalmente contra a indústria fonográfica e o alto custo para a produção/comercialização/venda são os grandes vilões. Nos dois casos o poder público é bastante complacente com a queda na venda dos álbuns.

Primeiro porque não inibiu desde o início o comercio pirata nas ruas de todos o País, inclusive aqui em Vitória da Conquista. Somente nos últimos meses o Ministério Público fez um Termo de Ajuste de Conduta com a prefeitura colocando prazo para que os camelos que vendiam cds e dvds "saíssem do mercado" formal, ou melhor visível de praças e avenidas. Ver aqui não se vê mais.

Segundo porque a alta carga de impostos nesse setor impossibilita que o trabalhador compre seus álbuns preferidos, sem ser piratas. Até porque pagar mais de R$ 20 é muita coisa para quem hoje ganha R$ 510.

Vendas - mesmo com a queda nas vendas dois segmentos musicais dominam as vendas. O Sertanejo (principalmente com Zezé de Camargo e Luciano que venderam mais de 220 mil cópias) e o cantor Católico (Padre Fábio de Melo com 190 mil cópias do álbum "Eu e o Tempo").

Talvez com uma norma legal para comprar e baixar músicas pela Internet a indústria fonográfica possa parar de sangrar na próxima década.

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