domingo, 3 de janeiro de 2010

PT baiano, sem força, prefere dividir

A máquina pública é uma grande força para manter um grupo político no poder. Na Bahia tivemos esse exemplo durante todo o carlismo e derrotado em 2006 devido a uma máquina maior: a do governo federal.

Paulo Souto tinha o poder do governo do Estado mas muito, muito, menor do que o poder do Governo Federal encabeçado por Lula e pela junção de programas sociais criados no governo FHC. Aliado a isso o desgaste de um mesmo grupo comandando a Bahia por 16 anos ficou difícil em segurar o governo.

Wagner aliado a força do PMDB no interior sagrou-se vencedor também pela força e por ser "amigo" do presidente. Diante disso conseguiu uma vitória surpreendente ainda no primeiro turno na Bahia.

Agora, depois de três anos de governo Wagner e o PT parece não ter forças para comandar o estado e buscar a reeleição com uma chapa de quatro postulantes (governador, vice governador e dois senadores) com pelo menos dois nomes apresentados.

O PT sabe que não tem força suficiente para vencer sozinho, mesmo com a máquina pública (federal e estadual) nas mãos. Já buscou se alinhar ao ex-carlista Otto Alencar (PP) e busca ainda o senador César Borges (PR), este quase impossível. Ambos para o senado.

Já para a vice, Wagner deve ceder ao PDT e deixar com Marcelo Nilo para, se ganhar, comandar os destinos do Estado em 2014, quando Wagner deve sair candidato a Senador.

Atualmente, salvo engano, apenas na Bahia, o partido que comanda o Estado não deve ter pelo menos uma vaga a Senador. Isso reflete que o PT baiano está sem força e prefere aglutinar com partidos que giravam em torno do carlismo a perder as eleições.

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