terça-feira, 4 de outubro de 2011

PSD chega mudando tudo na Assembleia

A semana na Assembleia Legislativa começa sem muita perspectiva de votações importantes. O clima no Palácio Luís Eduardo Magalhães não anda propenso ao embate de ideias. Principalmente depois do anúncio de que cortes nas verbas indenizatórias e auxílio combustível podem ser adotadas como forma de melhorar a saúde financeira da Casa. 

Outra razão que mexe com a rotina da Assembleia é a formação do novo partido. O vice-presidente do PSD na Bahia, deputado estadual Gildásio Penedo afirmou que vai dar entrada ainda nesta segunda-feira (3) em um requerimento para dissolver as comissões existentes. 

O regimento interno prevê que no caso de criação de novo bloco partidário as vagas nas comissões especiais e temáticas sejam redistribuídas. Isso porque a quantidade de assentos é proporcional ao número de deputados da bancada. 

O PMDB é o partido que perde o maior número de representantes, são três (Alan Sanches, Ivana Bastos e Temóteo Brito). Duas legendas perdem dois representantes para a nova sigla comanda pelo vice-governador Otto Alencar. 

O PSC, que tinha cinco parlamentares, agora fica dois. Saíram Ângela Souza e Carlos Ubaldino. Já o PTdoB elegeu apenas duas deputadas na atual legislatura – Maria Luiza Laudano e Claudia Oliveira – a dupla está a caminho do PSD. Portanto, o partido ficou sem representatividade na Assembleia Legislativa. 

DEM, PRP e PP perderam um deputado cada. Gildásio Penedo, Adolfo Menezes e Ângelo Coronel, respectivamente. Ainda não foi feita a conta para saber qual o espaço ocupado por cada uma dessas legendas.


Tanto as que perderam parlamentares quanto a que ganhou. De acordo com o presidente Marcelo Nilo (PDT), as comissões serão dissolvidas assim que o requerimento chegar, como determina o regimento. Três dias é o prazo estipulado para que os partidos indiquem os novos representantes e tudo volte ao normal. 


Suplementação -  Os parlamentares não falam abertamente em pressionar o governador Jaques Wagner, mas podem fazê-lo caso a ajuda financeira não saia em pouco tempo. O gestor sinalizou que vai pensar, mas até o momento, não houve nenhuma reposta oficial. O Legislativo precisa de algo em torno de R$ 20 milhões para fechar o ano sem prejuízo. 

A suplementação vem sendo solicitada e atendida todos os anos. Na primeira quinzena de outubro estão previstas para serem votadas cerca de 50 matérias entre declarações de utilidade pública, títulos de cidadão baiano, concessão de comendas e projetos de Lei. Tudo deve esperar até que as comissões sejam restabelecidas e depois que os custos não sejam cortados.

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