segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A incompetência administrativa fala mal de Vitória da Conquista


No dia 31 de agosto de 2010 o site oficial da prefeitura de Vitória da Conquista repercutiu uma matéria da revista Veja, edição do final de semana anterior, sobre as cidades que mais se destacaram na área de comércio. (foto)

Naquele momento, nenhuma autoridade conquistense criticou a revista pelos resultados divulgados. Pelo contrário, louvaram a matéria, que colocou a “Jóia do Sertão Baiano” como uma das mais dinâmicas do Brasil.

Na mesma edição a revista ainda destacou os serviços de saúde da cidade como um dos atrativos e responsáveis por esse dinamismo. Ao falar do comércio, destaca-se então, a iniciativa privada como grande propulsora para que a cidade viesse a alcançar o patamar dinâmico.

Mas e agora?

Agora Veja, um ano após da matéria que elevou conquista a um patamar invejável, traz um novo panorama das maiores cidades brasileiras e que coloca a administração municipal conquistense em posições desconfortáveis tanto na educação quanto na saúde.

Na educação, com a pior nota no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), entre as maiores cidades brasileiras. 

O mesmo no que diz respeito ao índice de mortalidade infantil, ou seja, uma das taxas piores do Brasil. E não me venham com essa que criança vinda de Barra do Choça ou de Anagé e que faleceu em Vitória da Conquista, contribui com os dados estatísticos piores para Vitória da Conquista. Até pela regulação e por saber de onde a criança está vindo é que o "débito", ou a morte, é destinada ao seu município de origem.

E porque as maiores? Porque delimita o foco da matéria, ao mesmo tempo em que coloca as cidades em situações similares, mesmo que de regiões diferentes. Isso é de se destacar.

1997 desapareceu?
Com os dados alarmantes e que devem deixar todos preocupados, o petismo resolveu apagar o ano de 1997, discurso sempre utilizado pelo grupo na cidade, e dizer que a cidade recomeçou em 2009, com o investimento em reformas e construção de novas salas de aulas por aí.

Pois bem. Em 1997 quem assumiu a prefeitura foi Guilherme Menezes (PT). Ele ficou ao cargo até 2002 quando abandonou a cidade para ser candidato a deputado federal.

Quem assumiu a prefeitura? José Raimundo Fontes (PT). Este ficou até dezembro de 2008. Em janeiro de 2009 novamente Guilherme Menezes assumiu o cargo e está até os dias atuais.

Mas e porque o discurso que as escolas tiveram os investimentos só a partir 2009?

Não foi realizado nada anteriormente?

Porque culpar a revista Veja? Longe de mim defender a revista. Que os responsáveis por ela que façam essa defesa.
A revista foi útil há um ano, quando “tratou bem” a cidade. Agora ela não é mais?

Sim, a quem interessa falar mal de Vitória da Conquista?

Cidade que em 2010 recebeu mais de R$ 74 milhões para a área de saúde até o início de novembro e em 2011, no mesmo período, já ultrapassou a cifra de R$ 81 milhões.

Como era de se esperar, por ser a terceira maior cidade da Bahia, Vitória da Conquista só não recebeu mais recursos do que Feira de Santana para a saúde. Com uma população quase o dobro que Vitória da Conquista, Feira de Santana recebeu R$ 99 milhões, ou seja, apenas 20% a mais do que a cidade do sudoeste.

Que Feira de Santana busque por mais recursos.

Mas e para Vitória da Conquista falta então o que? Falta competência. Falta gestão. Falta um governo que não fique acomodado vivendo de 1997 ou de 2009 dizendo que a cidade é referência. É preciso parar de dizer e agir.

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